quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Ex-assessora de Sergio Moro na Lava Jato admite que “a imprensa comprava tudo” _+_+_ Faltou crítica por parte dos jornalistas, diz ex-assessora da "lava jato"

“A imprensa comprava tudo e nem se dava ao trabalho de checar os conteúdos divulgados pela equipe da Lava Jato”, revela ex-assessora do juiz Sergio Moro. Ela ainda cita momentos de melindre de procuradores, delegados e do próprio Moro

De 2014 a agosto de 2018, a jornalista Christianne Machiavelli foi assessora de imprensa do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Cabia a ela fazer a ponte entre o juiz, suas decisões judiciais, e os jornalistas que acompanhavam as investigações. Nesse período, avalia a profissional, grande parte da mídia cobriu de maneira acrítica a maior operação policial da história do país. Em entrevista ao site The Intercept, Christianne diz que “a imprensa comprava tudo” e nem se dava ao trabalho de checar os conteúdos divulgados pela equipe da força-tarefa.

“Não acho que houve estratégia, pelo menos por parte da Justiça Federal. Mas a responsabilidade da imprensa é tão importante quanto a da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Talvez tenha faltado crítica da imprensa. Era tudo divulgado do jeito como era citado pelos órgãos da operação. A imprensa comprava tudo”, disse ela à repórter Amanda Audi.
Melindres

A falta de questionamentos era tamanha que, quando havia alguma crítica, os integrantes da força-tarefa se sentiam “melindrados”, conta. “Não digo que o trabalho não foi correto, ela se serviu do que tinha de informação. Mas as críticas à operação só vieram de modo contundente nos últimos dois anos. Antes praticamente não existia. Algumas vezes, integrantes da PF e do MPF se sentiam até melindrados porque foram criticados pela imprensa”, relatou.

Christianne deu exemplos de quando isso ocorreu. “O Maurício Moscardi Grillo [delegado da Lava Jato em Curitiba] quando deu entrevista para a Veja dizendo que perderam o timing para prender o Lula foi muito criticado, e a polícia ficou melindrada. Mesma coisa quando o Carlos Fernando Santos Lima falou que o MPF lançou ‘um grande 171’ para conseguir delações. O powerpoint do Deltan Dallagnol sobre o Lula. Eles ficaram muito chateados quando a imprensa não concordou com eles. Todo mundo fica magoado, mas não se dá conta daquilo que fala.”

O próprio juiz Sérgio Moro também se sentia incomodado com questionamentos, relatou a ex-assessora. “Não posso dizer que ele [Sérgio Moro] não ficasse melindrado, mas uma única vez respondemos a um veículo. Foi um caso do Rodrigo Tacla Duran, num domingo de manhã. Ele me chamou para a gente responder à notícia que dizia que Carlos Zucolotto, amigo, padrinho de casamento e ex-sócio da esposa de Moro, fazia negociações paralelas sobre acordos com a força-tarefa da Lava Jato. Nesse caso ele se sentiu ofendido, mais pelo processo do que pessoalmente.”
Lula e Dilma

A jornalista lembra de um momento delicado das investigações, o episódio em que Moro divulgou áudio em que a então presidente Dilma combinava detalhes da nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. O juiz concluiu que havia ali uma tentativa de obstrução à Justiça. A nomeação, segundo ele, tinha o propósito de garantir foro privilegiado ao petista e livrá-lo de suas garras.

A gravação, porém, foi considerada posteriormente irregular e invalidada. A conversa foi gravada depois do período autorizado das escutas. Moro foi severamente criticado pelo Supremo Tribunal Federal. Para ela, a imprensa também teve responsabilidade pelo caso, que acabou inviabilizando a efetivação de Lula no cargo e acelerou o processo de impeachment.

“Vou dar um exemplo. O áudio do Lula e da Dilma é delicado, polêmico, mas e o editor do jornal, telejornal, também não teve responsabilidade quando divulgou? Saíram áudios que não tinham nada a ver com o processo, conversas de casal, entre pais e filhos, e que estavam na interceptação. A gente erra a mão em nome de um suposto bem maior”.
Nova visão

O trabalho na assessoria, diz Christianne, a fez repensar a forma como as pessoas investigadas pela Lava Jato foram tratadas pela operação e, em especial, pela imprensa. A jornalista admite que houve exageros. “Era tanto escândalo, um atrás do outro, que as pessoas não pensavam direito. As coisas eram simplesmente publicadas.”

Entre os equívocos da operação reverberados pela imprensa, ela cita a prisão equivocada de uma cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, confundida com outra pessoa.

“O caso da cunhada do [ex-tesoureiro do PT, João] Vaccari foi bem significativo. Os jornalistas foram na onda do MPF e da PF. Todo mundo divulgou a prisão, mas ela foi confundida com outra pessoa. Foi um erro da polícia. Quando perceberam o erro, Inês já era morta. O estrago já tinha sido feito. Acho que a gente vem de uma fase que remonta à ditadura, em que a imprensa foi violentamente cerceada. Na Lava Jato a imprensa tinha muita informação nas mãos, dos processos, e entendeu que era o momento de se impor.”

Christianne deixou a Justiça Federal em Curitiba, onde começou a trabalhar em 2012, para voltar a ter vida pessoal. Na comunicação da Lava Jato, não tinha mais fim de semana e madrugadas livres. Ela montou agora sua própria agência de comunicação. Mas ter trabalhado com o juiz mais famoso do país não é garantia de portas abertas no mercado, reconhece: “Ele é amado por uns e odiado por outros. Eu tenho que lidar com o ônus e o bônus disso”.


Saiba mais:

Leia também:

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ASSESSORES DE IMPRENSA

Faltou crítica por parte dos jornalistas, diz ex-assessora da "lava jato"

Essa é a conclusão a que se chega com a entrevista da jornalista Christianne Machiavelli à repórter Amanda Audi, do site The Intercept Brasil. Machiavelli, ex-assessora do juiz Sergio Moro, trabalhava sozinha no departamento de comunicação da "lava jato" desde o seu início até agosto deste ano, quando pediu demissão para abrir uma assessoria de imprensa voltada para clientes da área jurídica.
A assessora fez uma avaliação da atuação da imprensa em relação à "operação" e contou como sua experiência a fez mudar o modo como vê o Direito. "Depois da 'lava jato', eu entendi o quanto a privacidade e intimidade do criminoso são necessárias", afirma.
A mudança está diretamente relacionada à forma como a imprensa e a operação tratavam os investigados. "Era tanto escândalo, um atrás do outro, que as pessoas não pensavam direito. As coisas eram simplesmente publicadas."
Leia a entrevista: 
The Intercept Brasil — Você atuou no centro nervoso da "lava jato" desde o início, em 2014. Como vê a evolução da operação nestes anos?

Christianne Machiavelli — A gente não tinha noção do que ia ser. No começo, a operação era contra doleiros que operavam no câmbio negro, e então apareceu o [ex-diretor da Petrobras] Paulo Roberto Costa, por causa de um presente que recebeu. Só fui entender o que era a"lava jato" na 7ª fase, em novembro de 2014, depois da delação do Júlio [Camargo] e do Augusto [Ribeiro, executivos da Toyo Setal]. Nesse momento é que apareceu a grande história: que existia um clube das empreiteiras, com as regras do jogo. Foi a partir daí que a imprensa comprou a "lava jato".
The Intercept Brasil — A "lava jato" manteve o interesse da mídia por anos. Era uma estratégia pensada?

Christianne Machiavelli — Não acho que houve estratégia, pelo menos por parte da Justiça Federal. Mas a responsabilidade da imprensa é tão importante quanto a da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Talvez tenha faltado crítica da imprensa. Era tudo divulgado do jeito como era citado pelos órgãos da operação. A imprensa comprava tudo. Não digo que o trabalho não foi correto, ela se serviu do que tinha de informação. Mas as críticas à operação só vieram de modo contundente nos últimos dois anos. Antes praticamente não existia. Algumas vezes, integrantes da PF e do MPF se sentiam até melindrados porque foram criticados pela imprensa.
The Intercept Brasil — Pode citar exemplos?

Christianne Machiavelli — O Maurício Moscardi Grillo [delegado da "lava jato" em Curitiba], quando deu entrevista para a Veja dizendo que perderam o timing para prender o Lula, foi muito criticado, e a polícia ficou melindrada. Mesma coisa quando o Carlos Fernando Santos Lima falou que o MPF lançou "um grande 171" para conseguir delações. O PowerPoint do Deltan Dallagnol sobre o Lula. Eles ficaram muito chateados quando a imprensa não concordou com eles. Todo mundo fica magoado, mas não se dá conta daquilo que fala. Não posso dizer que ele [Sérgio Moro] não ficasse melindrado, mas uma única vez respondemos a um veículo. Foi um caso do Rodrigo Tacla Duran, num domingo de manhã. Ele me chamou para a gente responder à notícia que dizia que Carlos Zucolotto, amigo, padrinho de casamento e ex-sócio da esposa de Moro, fazia negociações paralelas sobre acordos com a força-tarefa da "lava jato". Nesse caso ele se sentiu ofendido, mais pelo processo do que pessoalmente.
The Intercept Brasil — Para você, por que a imprensa comprou a "lava jato" sem questionar?

Christianne Machiavelli — Era tanto escândalo, um atrás do outro, que as pessoas não pensavam direito, as coisas eram simplesmente publicadas. O caso da cunhada do [ex-tesoureiro do PT João] Vaccari foi bem significativo. Os jornalistas foram na onda do MPF e da PF. Todo mundo divulgou a prisão, mas ela foi confundida com outra pessoa. Foi um erro da polícia. Quando perceberam o erro, Inês já era morta. O estrago já tinha sido feito. Acho que a gente vem de uma fase que remonta à ditadura, em que a imprensa foi violentamente cerceada. Na "lava jato" a imprensa tinha muita informação nas mãos, dos processos, e entendeu que era o momento de se impor.
The Intercept Brasil — Qual a responsabilidade da imprensa?

Christianne Machiavelli — Vou dar um exemplo. O áudio do Lula e da Dilma é delicado, polêmico, mas e o editor do jornal, telejornal, também não teve responsabilidade quando divulgou? Saíram áudios que não tinham nada a ver com o processo, conversas de casal, entre pais e filhos, e que estavam na interceptação. A gente erra a mão em nome de um suposto bem maior.
The Intercept Brasil — Você já disse que a "lava jato" mudou a visão sobre o Direito. Antes era legalista, que olha apenas o cumprimento da lei. Agora é garantista, em que a lei deve ser cumprida preservando direitos. Por quê?

Christianne Machiavelli — Como jornalista, minha base era na cobertura policial. Os repórteres que acompanham a polícia querem a imagem do preso, a história dele. Quanto mais sensacionalista, mais cliques, mais as pessoas vão ler. Mas, depois da "lava jato", eu entendi o quanto a privacidade e intimidade do criminoso são necessárias. Lembro quando o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral apareceu com algemas nos pés e nas mãos e a imprensa abusou da imagem. Eu passei a olhar pro réu de uma maneira mais humanitária. Também acho que a lei de execução penal tem que ser aplicada, deve ser a base para garantir o direito dele de ser humano. Eu acho que bandido bom é o bandido que pode ser recuperado, apesar de tudo. A lei deve ser aplicada sempre. A questão aí é o peso da mão, da caneta, da maneira que o réu é tratado, o preso é tratado.
The Intercept Brasil — Isso envolve o hábito de levar os presos da operação para Curitiba e o circo midiático que se forma em torno disso?

Christianne Machiavelli — Durante o período ostensivo das fases da "lava jato", todos ficaram presos em Curitiba, com raras exceções, como Sérgio Cabral. Se criou essa cultura de trazer todos os presos pra cá, porque o juiz entende que o caso se desenrolou em Curitiba. Mas, no momento de uma execução penal, é a lei que vale, e ela diz que o preso tem direito a cumprir pena perto de seu domicílio, para a família poder visitá-lo. O José Dirceu, por exemplo, por um bom tempo não recebeu visita da família. Ele estava com os bens bloqueados e a família não tinha condições. Os empreiteiros, por outro lado, as famílias vinham sempre.
The Intercept Brasil — Você questionava Moro sobre decisões controversas, como a de levar os presos para Curitiba?

Christianne Machiavelli — O trabalho da assessoria não era de questioná-lo sobre suas decisões, mas dar publicidade aos seus atos.
The Intercept Brasil — Você acha que a "lava jato" influenciou as eleições deste ano? Por exemplo, o Moro ter levantado o sigilo da delação do Palocci na semana passada.
Christianne Machiavelli — Só posso dizer que essa eleição é a mais atípica que vivi desde que tirei meu título. Quanto à colaboração do Palocci, entendo que quase a totalidade do termo divulgado já era de conhecimento público. Ele apenas deu nome aos bois, fato que também já teria sido mencionado pelo Paulo Roberto Costa e, se não me engano, por Youssef também. Portanto, não sei se influenciou. O que influenciou no resultado dessas eleições foram as notícias falsas, o ódio, o medo.
The Intercept Brasil — Além do Palocci, Moro adiou depoimento do Lula por causa do período eleitoral e o MPF pediu mais uma condenação a ele, dias antes da eleição. Acha que tem algo a ver?

Christianne Machiavelli — Sim. Pelo que me lembro, o adiamento do depoimento do Lula ocorreu há alguns meses e o magistrado justificou em despacho. Sobre o pedido do MPF, não vejo relação também, pois estava no prazo das alegações finais. Destaco que o prazo para as alegações finais foi determinado há pouco tempo, pois ficou parado por meses a fio devido à quantidade de perícias peticionadas pela defesa de Lula e o MPF ao juízo. Caso nada disso tivesse acontecido, o processo já poderia ter sido sentenciado e, inclusive, com autos conclusos para um possível julgamento de apelação no 2° grau. Ou seja, a juntada das alegações finais por parte do MPF é apenas coincidência decorrente de uma tramitação processual lenta.
The Intercept Brasil — Mesmo estando dentro dos prazos, é inegável que esses fatos podem favorecer ou prejudicar candidatos. Não seria possível esperar passar o pleito para fazê-los? Isso não pode colocar em risco a legitimidade da "lava jato"?

Christianne Machiavelli — A celeridade processual é uma premissa do Judiciário e inclusive exigência do CNJ. Não é possível que o Judiciário pare em detrimento de um processo eleitoral. A celeridade processual é em prol do réu e não do magistrado. Pense: se o MPF tivesse se manifestado em favor do réu, então a celeridade processual seria boa? Mas como a manifestação é condenatória, a celeridade é ruim? Não há dois pesos e duas medidas. Há prazo que precisa ser cumprido.
The Intercept Brasil — Qual o seu maior acerto e o maior erro nesse período?

Christianne Machiavelli — Meu maior acerto foi sistematizar e compilar todas as informações da "lava jato" em uma planilha, que servia para a imprensa acompanhar. E cumprir os deadlines dos jornalistas. Para mim foi sofrido. Eu engordei 30 quilos. Tomava remédio controlado para depressão e ansiedade. Cheguei a picotar um chip de celular porque as pessoas me ligavam até meia-noite todos os dias. Eu trabalhava fim de semana, feriado... Agora chego em casa e vou fazer comida, ver série.
The Intercept Brasil — E agora, o que vai fazer?

Christianne Machiavelli — Vou abrir uma empresa de gestão de crise, estou vendo nome, contador. Lidar com crise foi algo que aprendi na prática.

PREFEITO DE JACAREACANGA E PRESIDENTE DA CÂMARA DE VEREADORES TERÃO QUE CUMPRIR MEDIDAS LIMINARES DA JUSTIÇA

O Prefeito do Município de Jacareacanga, Raimundo Batista Santiago foi citado em uma Ação Civil Pública e Mandado de Segurança para cumprir duas medidas liminares concedidas pelo Juízo da Comarca de Jacareacanga, Magistrado Romero Tadeu Borja de Melo Filho.

Já o Presidente da Câmara, Raimundo Acélio de Aguiar terá que cumprir uma medida liminar, concedida em Ação Civil Pública.

Em sede de Ação Civil Pública (Processo nº 0002865-57.2018.8.14.0112), promovida pelo Representante do Ministério Público Osvaldino Lima de Sousa, através da qual foi questionado as faltas de informações nos Portais da Transparência, tanto do Município como da Câmara Municipal de Vereadores local, o Magistrado determinou que em 60 (sessenta dias), o Prefeito Raimundo Batista Santiago e o Presidente da Câmara Raimundo Acélio de Aguiar disponibilizem todos os atos dos respectivos poderes nos Portais da Transparência.
Para o caso do não cumprimento da Medida Liminar, foi fixada multa diária no importe de R$ 2.000,00 (dois mil reais), até o limite de R$ 100.000,00 (cem mil reais), a ser suportada pessoalmente pelo Prefeito, Raimundo Batista Santiagoe pelo Presidente da Câmara, Raimundo Acélio de Aguiar.

Na decisão o Magistrado afirmou: “Os requeridos com suas condutas estão a se furtar do dever constitucional de publicidade de todo e qualquer ato praticado no âmbito da administração pública. Na administração Pública não pode existir segredos. Deve imperar a mais alta publicidade possível.”

Em caso praticamente idêntico, em data de 28 de novembro de 2017, o então Magistrado da Comarca de Jacareacanga havia concedido medida liminar nos autos da Ação Popular nº 0004322-61.2017.8.14.0112, através da qual foi determinado expressamente que o Prefeito Raimundo Batista Santiago implantasse o Portal da Transparência do Município, que certamente teria que ser com a disponibilização de todos os atos administrativos em publicação, o que de fato não ocorreu.

Naquela demanda popular o Magistrado também fixou multa diária de R$ 3.000,00 (três mil reais), até o limite de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), para o caso de descumprimento, que, pelo visto não foi cumprida, cuja decisão do Juízo foi a seguinte: “Dessa forma, ante a demonstração de que o requerido Município de Jacareacanga omite em seu dever de prestar o direito fundamental de acesso a informação, defiro a liminar para determinar ao Município que no prazo de 15 dias disponibilize Portal da Transparência, divulgando os atos públicos necessários a permitir o correto acesso à informação pelos munícipes de Jacareacanga, sob pena de multa diária de R$ 3.000,00 (três mil reais), com possibilidade de extensão ao agente que causou o atraso..”

Neste caso, há nítida ocorrência de descumprimento e descaso com as decisões judiciais, achando o Prefeito Raimundo Batista Santiago que está acima das leis e de tudo. Mas ele é quem sabe até onde o patrimônio dele pode suportar com os pagamentos de multas, já que são sempre fixadas para ele pessoalmente arcar com os recolhimentos.

A outra Medida Liminar deferida no último dia 29, pelo Magistrado, em Mandado de Segurança nº 0003765-40.2018.8.14.0112, ajuizado pela Câmara Municipal de Jacareacanga contra o Prefeito do Município, Raimundo Batista Santiago em razão do mesmo não estar atendo de forma satisfatória os Requerimentos de pedidos de informações, através do fornecimento de fotocópias de documentos públicos.

A ação foi proposta a pedido do Vereador Silvio Stedile (Silvinho do Paco Paco) e neste caso o Magistrado determinou que o Prefeito Raimundo Batista Santigo, preste em 10 (dias) as informações requeridas pelos Vereadores.

Neste caso o Magistrado fixou multa diária, no importe de R$ 1.000,00 (um mil reais), até o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), para o caso de descumprimento da medida liminar concedida.

Nesta decisão o Magistrado afirmou: “No caso em análise, observa-se, em um juízo preliminar que o legislador mirim, não está sendo atendido na solicitação de informação realizada ao Chefe do Paço Municipal. No exercício da sua função típica, com o auxílio dos Tribunais de Contas, é dever constitucional da Câmara Municipal fiscalizar o bom funcionamento da administração municipal. Ter negado o pedido de informações ou recebê-las de forma incompleta, latente e cristalino é a violação do direito líquido e certo ao exercício da sua função constitucional.
Em um Estado Democrático de Direito, bem mais em uma República, impera de forma inexorável o mandamento constitucional da transparência dos atos públicos, uma vez que a res é pública. Ademais, é de se dizer que é inerente ao primado da dignidade humana uma administração pública proba e transparente.”

O mesmo Magistrado que passou a responder pela Comarca de Jacareacanga, também despachou em três Ações Populares que foram promovidas contra o Prefeito Raimundo Batista Santiago e parte de seus Secretários.

Nessas ações (processo nºs 0000381-69.2018.8.14.0112, 0000383-39.2018.8.14.0112 e 0003425-96.2018.8.14.0112) foi determinado que os Réus se manifestem nos processos, no prazo comum de 10 (dez) dias sobre pedidos de concessões de medidas liminares que estão pendentes de exame.

Há pelo menos mais 4 (quatro) ações populares que estão pendentes de exames de medidas liminares e nelas é buscado a responsabilização dos Réus, dentre eles o Prefeito Raimundo Batista Santiago por eventual malversação de recursos públicos do Município de Jacareacanga.

As ações populares de autoria do Sr. Anacleto Raimundo da Costa Madeira e do signatário do presente artigo. POR: DOMINGOS BORGES DA SILVA
Reproduzido do Blog FARO FINO

terça-feira, 18 de setembro de 2018

domingo, 6 de maio de 2018

Manter a Fé e a Esperança


Por maior que seja a dificuldade pela qual esteja passando, não desanime. Confie, mantendo a fé e a esperança.  Não se esqueça de que Deus não dá uma cruz mais pesada do que aquela que podemos carregar. Ele dá a lição e as provas conforme o nível de entendimento e evolução do Espírito.  Nesta escola chamada Terra há alunos em diversos graus, alguns mais adiantados, outros mais atrasados, mas o mais importante é que todos estão aprendendo de um jeito ou de outro. Busquemos compreender as nossas limitações e as dos outros, sem jamais perder a fé e a esperança. A fé e a esperança são as vitaminas essenciais para mantermos a nossa saúde física, emocional e espiritual. Lembremo-nos de que Jesus está no leme deste barco da vida, nos guiando e nos amparando em todos os instantes. (Gotas de Paz)

sábado, 5 de maio de 2018

PF combate garimpo ilegal no PA

Belém/PA - A Polícia Federal, em conjunto com o Ibama, ICMBio e as Forças Armadas, deflagrou na quinta-feira (3/5) a Operação Pajé Brabo, que teve o objetivo de coibir o funcionamento de garimpos ilegais. Na ação, os agentes inutilizaram seis máquinas de grande porte, que foram ilegalmente instaladas nestes locais de exploração, e autuaram garimpeiros. A operação ocorreu em terra indígena Munduruku, região situada ao sul do estado do Pará, entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga.
A operação contou com quatro helicópteros, 23 policiais federais, sendo 18 do COT (Comando de Operações Táticas), além de diversos agentes de fiscalização dos outros órgãos que também participaram da operação.
A atuação policial se deu devido a uma determinação judicial gerada a pedido de lideranças indígenas da região que sofrem com a degradação ambiental causada pela prática ilegal da exploração de minérios. Esse fato tem provocado a poluição de rios, causado doenças e gerado outros problemas sociais como prostituição e tráfico de entorpecentes.
O nome Pajé Brabo é uma referência à crença de algumas etnias indígenas de que determinada pessoa tem o poder de causar mal à comunidade e deve ser eliminada. As máquinas pesadas que destroem a vegetação e os rios representam este mal. Matéria reproduzida na integra do portal da Policia Federal.
Imagens retiradas das redes sociais, apos os trabalhos da operação da policia Federal Comando de Operações Táticas.
FF -  É NECESSÁRIO TUDO ISSO? HÁ NECESSIDADE DE QUEIMAR ESSES MAQUINÁRIOS? POR QUE QUEIMAM EM VEZ DE DOAREM AS PREFEITURAS DA REGIÃO?

sexta-feira, 23 de março de 2018

PREFEITO DE JACAREACANGA TEM CONTAS DA SAÚDE REPROVADAS PELO CONSELHO MUNICIPAL

O Prefeito do Município de Jacareacanga, Raimundo Batista Santiago teve as contas da Secretaria Municipal de Saúde, referentes ao seu primeiro ano de governo (2017) rejeitadas pelo Conselho Municipal de Saúde.
O Conselho, composto paritariamente por representantes da sociedade civil e do próprio Poder Executivo Municipal, reunido na manhã desta terça-feira (20/03/2018), por seis votos contrários e quatro favoráveis desaprovou as contas que se apresentaram repletas de irregularidades.
Dentre as inúmeras irregularidades estariam descontroles na ordem cronológica de utilização dos recursos públicos; desvios de finalidades nas aplicações dos recursos; contratações de profissionais que não estariam inseridos dentro das necessidades da Secretária; aquisições de bens e serviços que não estariam dentre aqueles de necessidades da Secretaria.
Dentre as irregularidades mais graves estariam pagamentos por aquisições de passagens terrestres e áreas sem a comprovação de que as pessoas que foram beneficiadas com as mesmas as necessitariam; pagamentos por supostas prestações de serviços de Reboques e aquisições de peças para consertos de Veículos e até mesmo essas prestações de serviços.
Os Conselheiros que votaram pela desaprovação das contas detectaram também vultosos pagamentos por conta de supostas reformas no Hospital Municipal que na pratica não foram realizadas, além de aquisições de materiais para construções quando na realidade os materiais para as reformas contemplavam os valores globais dos Contratos celebrados pelo Prefeito com as empresas contratadas para as prestações dos serviços.
Apesar de a Secretaria Municipal de Saúde haver encaminhado ao Conselho Pastas e Pastas contendo milhares de documentos, os mesmos só serviram para demonstrar a capacidade que o gestor público teve para desviar de finalidades os recursos do contribuinte. 
As Pastas com documentos, todas colecionados desordenadamente não foram suficientes para demonstrar a transparência e honestidade com o que o Gestor público sempre prega no trato do bem público.
Essa decisão do Conselho reflete o caos que se instalou no primeiro ano de administração do Prefeito Raimundo Batista Santiago e que se estende no ano vigente, tudo praticado em prejuízo do povo e do erário público.
Em uma breve visita ao Hospital Municipal podem ser constatados os descasos com o aparelhamento das Unidades de Pronto atendimento a enfermos e principalmente a falta das condições higiênicas para o pronto atendimento à população, sem adentrar no mérito da pouca valorização dos servidores e funcionários (Enfermeiros, atendentes, e pessoal de apoio) que atuam para assegurar saúde pública.
Uma certeza é óbvia, falta de recursos financeiros não é, mas apenas má gestão do erário público levou à desaprovação das Contas da Secretaria Municipal de Saúde. Resta agora o Tribunal de Contas dos Municípios e o Ministério Público de Contas agirem em defesa da saúde pública em Jacareacanga. POR: DOMINGOS BORGES DA SILVA
Fotos enviadas ao Blog por uma colaboradora, para mostrar a verdade sobre o porquê que o Conselho Municipal de Saúde , reprovou as contas. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Jacareacanga e os Guerreiros Munduruku

Hoje a cidade de Jacareacanga, amanheceu com indígenas munduruku nas ruas com cartazes solicitando atitudes das autoridades, porém muitos deles investiam sobre as pessoas quando paravam para tirar foto e filmar a manifestação dos guerreiros, e ao serem fotografados por um popular, dois indígenas, atiraram flechas contra esse cidadão por está registrando a manifestação dentro de seu carro, e que felizmente não acertaram, caso contrário seria mais uma vitima da violência em nossa cidade. Os guerreiros fecharam a única passagem de acesso do bairro de São Francisco, ninguém entrava ou saia do bairro.

Os guerreiros contaram com a presença de crianças e mulheres a frente da manifestação, e algumas fotos foram registrados pelos próprios munduruku.
Um grupo de indígenas guerreiros, incluindo mulheres e crianças, estão indo nos comércios pedir apoio em alimentação, muitos fecharam suas portas temendo invasão. 
Cartazes e faixas denotam o tema da manifestação, um grande numero de índios munduruku estão reunidos na frente da delegacia de policia civil e militar para cobrar um posicionamento do assassinato do Elinaldo Akay que foi encontrado morto com uma perfuração de faca no pescoço próximo de onde ele e parentes bebiam no bairro de São Pedro. Os guerreiro atearam fogo em carros e moto apreendidos pela policia na frente da delegacia.
A policia civil com seus agentes investigativos, conseguiram chegar aos assassinos, que por sua vez são menos de idade,  um com 14 anos e outro 15 anos, confessaram o crime mas não quiseram dar maiores detalhes sobre o sinistro. Os menores já se encontram em Itaituba, os mesmos foram conduzidos por volta das 23:00 de de segunda na intenção de evitar problemas maiores na cidade com os indígenas.
Os guerreiro nesse momento estão se deslocando para a praça Cristina Ribeiro com destino a quadra coberta para se reunirem com o grupo Tático e delegado da policia civil, ministério público e autoridades do município, onde ambos tentam acalmar os manifestantes, dando a eles uma resposta sobre essa situação a qual Jacareacanga vem passando nos últimos meses. 

FF - Vamos aguardar o desfecho dessa reunião, assim que tivermos as respostas, estaremos informando os internautas em uma próxima matéria.