domingo, 6 de maio de 2018

Manter a Fé e a Esperança


Por maior que seja a dificuldade pela qual esteja passando, não desanime. Confie, mantendo a fé e a esperança.  Não se esqueça de que Deus não dá uma cruz mais pesada do que aquela que podemos carregar. Ele dá a lição e as provas conforme o nível de entendimento e evolução do Espírito.  Nesta escola chamada Terra há alunos em diversos graus, alguns mais adiantados, outros mais atrasados, mas o mais importante é que todos estão aprendendo de um jeito ou de outro. Busquemos compreender as nossas limitações e as dos outros, sem jamais perder a fé e a esperança. A fé e a esperança são as vitaminas essenciais para mantermos a nossa saúde física, emocional e espiritual. Lembremo-nos de que Jesus está no leme deste barco da vida, nos guiando e nos amparando em todos os instantes. (Gotas de Paz)

sábado, 5 de maio de 2018

PF combate garimpo ilegal no PA

Belém/PA - A Polícia Federal, em conjunto com o Ibama, ICMBio e as Forças Armadas, deflagrou na quinta-feira (3/5) a Operação Pajé Brabo, que teve o objetivo de coibir o funcionamento de garimpos ilegais. Na ação, os agentes inutilizaram seis máquinas de grande porte, que foram ilegalmente instaladas nestes locais de exploração, e autuaram garimpeiros. A operação ocorreu em terra indígena Munduruku, região situada ao sul do estado do Pará, entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga.
A operação contou com quatro helicópteros, 23 policiais federais, sendo 18 do COT (Comando de Operações Táticas), além de diversos agentes de fiscalização dos outros órgãos que também participaram da operação.
A atuação policial se deu devido a uma determinação judicial gerada a pedido de lideranças indígenas da região que sofrem com a degradação ambiental causada pela prática ilegal da exploração de minérios. Esse fato tem provocado a poluição de rios, causado doenças e gerado outros problemas sociais como prostituição e tráfico de entorpecentes.
O nome Pajé Brabo é uma referência à crença de algumas etnias indígenas de que determinada pessoa tem o poder de causar mal à comunidade e deve ser eliminada. As máquinas pesadas que destroem a vegetação e os rios representam este mal. Matéria reproduzida na integra do portal da Policia Federal.
Imagens retiradas das redes sociais, apos os trabalhos da operação da policia Federal Comando de Operações Táticas.
FF -  É NECESSÁRIO TUDO ISSO? HÁ NECESSIDADE DE QUEIMAR ESSES MAQUINÁRIOS? POR QUE QUEIMAM EM VEZ DE DOAREM AS PREFEITURAS DA REGIÃO?

sexta-feira, 23 de março de 2018

PREFEITO DE JACAREACANGA TEM CONTAS DA SAÚDE REPROVADAS PELO CONSELHO MUNICIPAL

O Prefeito do Município de Jacareacanga, Raimundo Batista Santiago teve as contas da Secretaria Municipal de Saúde, referentes ao seu primeiro ano de governo (2017) rejeitadas pelo Conselho Municipal de Saúde.
O Conselho, composto paritariamente por representantes da sociedade civil e do próprio Poder Executivo Municipal, reunido na manhã desta terça-feira (20/03/2018), por seis votos contrários e quatro favoráveis desaprovou as contas que se apresentaram repletas de irregularidades.
Dentre as inúmeras irregularidades estariam descontroles na ordem cronológica de utilização dos recursos públicos; desvios de finalidades nas aplicações dos recursos; contratações de profissionais que não estariam inseridos dentro das necessidades da Secretária; aquisições de bens e serviços que não estariam dentre aqueles de necessidades da Secretaria.
Dentre as irregularidades mais graves estariam pagamentos por aquisições de passagens terrestres e áreas sem a comprovação de que as pessoas que foram beneficiadas com as mesmas as necessitariam; pagamentos por supostas prestações de serviços de Reboques e aquisições de peças para consertos de Veículos e até mesmo essas prestações de serviços.
Os Conselheiros que votaram pela desaprovação das contas detectaram também vultosos pagamentos por conta de supostas reformas no Hospital Municipal que na pratica não foram realizadas, além de aquisições de materiais para construções quando na realidade os materiais para as reformas contemplavam os valores globais dos Contratos celebrados pelo Prefeito com as empresas contratadas para as prestações dos serviços.
Apesar de a Secretaria Municipal de Saúde haver encaminhado ao Conselho Pastas e Pastas contendo milhares de documentos, os mesmos só serviram para demonstrar a capacidade que o gestor público teve para desviar de finalidades os recursos do contribuinte. 
As Pastas com documentos, todas colecionados desordenadamente não foram suficientes para demonstrar a transparência e honestidade com o que o Gestor público sempre prega no trato do bem público.
Essa decisão do Conselho reflete o caos que se instalou no primeiro ano de administração do Prefeito Raimundo Batista Santiago e que se estende no ano vigente, tudo praticado em prejuízo do povo e do erário público.
Em uma breve visita ao Hospital Municipal podem ser constatados os descasos com o aparelhamento das Unidades de Pronto atendimento a enfermos e principalmente a falta das condições higiênicas para o pronto atendimento à população, sem adentrar no mérito da pouca valorização dos servidores e funcionários (Enfermeiros, atendentes, e pessoal de apoio) que atuam para assegurar saúde pública.
Uma certeza é óbvia, falta de recursos financeiros não é, mas apenas má gestão do erário público levou à desaprovação das Contas da Secretaria Municipal de Saúde. Resta agora o Tribunal de Contas dos Municípios e o Ministério Público de Contas agirem em defesa da saúde pública em Jacareacanga. POR: DOMINGOS BORGES DA SILVA
Fotos enviadas ao Blog por uma colaboradora, para mostrar a verdade sobre o porquê que o Conselho Municipal de Saúde , reprovou as contas. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Jacareacanga e os Guerreiros Munduruku

Hoje a cidade de Jacareacanga, amanheceu com indígenas munduruku nas ruas com cartazes solicitando atitudes das autoridades, porém muitos deles investiam sobre as pessoas quando paravam para tirar foto e filmar a manifestação dos guerreiros, e ao serem fotografados por um popular, dois indígenas, atiraram flechas contra esse cidadão por está registrando a manifestação dentro de seu carro, e que felizmente não acertaram, caso contrário seria mais uma vitima da violência em nossa cidade. Os guerreiros fecharam a única passagem de acesso do bairro de São Francisco, ninguém entrava ou saia do bairro.

Os guerreiros contaram com a presença de crianças e mulheres a frente da manifestação, e algumas fotos foram registrados pelos próprios munduruku.
Um grupo de indígenas guerreiros, incluindo mulheres e crianças, estão indo nos comércios pedir apoio em alimentação, muitos fecharam suas portas temendo invasão. 
Cartazes e faixas denotam o tema da manifestação, um grande numero de índios munduruku estão reunidos na frente da delegacia de policia civil e militar para cobrar um posicionamento do assassinato do Elinaldo Akay que foi encontrado morto com uma perfuração de faca no pescoço próximo de onde ele e parentes bebiam no bairro de São Pedro. Os guerreiro atearam fogo em carros e moto apreendidos pela policia na frente da delegacia.
A policia civil com seus agentes investigativos, conseguiram chegar aos assassinos, que por sua vez são menos de idade,  um com 14 anos e outro 15 anos, confessaram o crime mas não quiseram dar maiores detalhes sobre o sinistro. Os menores já se encontram em Itaituba, os mesmos foram conduzidos por volta das 23:00 de de segunda na intenção de evitar problemas maiores na cidade com os indígenas.
Os guerreiro nesse momento estão se deslocando para a praça Cristina Ribeiro com destino a quadra coberta para se reunirem com o grupo Tático e delegado da policia civil, ministério público e autoridades do município, onde ambos tentam acalmar os manifestantes, dando a eles uma resposta sobre essa situação a qual Jacareacanga vem passando nos últimos meses. 

FF - Vamos aguardar o desfecho dessa reunião, assim que tivermos as respostas, estaremos informando os internautas em uma próxima matéria.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

JACAREACANGA – UM ANO DE CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO E O PREFEITO HONESTO NO BANCO DOS RÉUS.

Comemorando um ano de administração perante a Prefeitura Municipal de Jacareacanga, o Prefeito Raimundo Batista Santiago deixou a população sem ter nada o que comemorar.
Mas o Prefeito em seu primeiro ano de governo já vai responder há pelo menos 5 (cinco) Ações Populares promovidas em decorrência da corrupção generalizada em seu Governo.
Essas ações foram promovidas pelos cidadãos Anacleto Raimundo da Costa Madeira e Domingos Borges da Silva, que buscam estabelecer no Município o cumprimento dos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência no trato do bem público.
Quatro dessas ações já estão em curso perante a Justiça em Jacareacanga e a última foi protocolada na data de hoje e vai tratar de buscar as punições do Prefeito, a maioria de seus Secretários e pelo menos quatro empresas que supostamente venderam materiais para construções e ferragens para o Município de Jacareacanga. 
Nesta nova ação, irão responder solidariamente com o Prefeito Raimundo Batista Santiago, o então ex-chefe de Gabinete, Avelar Antônio Luz; Secretário de Finanças, Alcides José Grando; Secretário Municipal de Meio Ambiente, Everto Sales da Silva; Secretária Municipal de Saúde, Carla Sanocelia Cardoso Barros; Secretária Municipal de Educação, Elisandra Alves Silva; Secretário Municipal de Urbanização, Transportes e Serviços Públicos, Ernani Santiago Filho; Secretária Municipal de Assuntos Indígenas, Maria Leusa Cosme Kabá Munduruku; Secretária Municipal de Assistência Social, Tatiana Santiago Oliveira e Secretário Municipal de Planejamento, Walter Azevedo Tertulino.
Na Ação Popular está sendo noticiado à Justiça de que no ano de 2017, o Prefeito contratou com pelo menos 5 (cinco) empresas aquisições de grandes quantidades de materiais para construções e ferragens, supostamente para atender ao Gabinete do Prefeito, além das diversas Secretarias, cujos Secretário foram arrolados na ação.
O valor total que envolveu os Contratos de aquisições de materiais para construções e de ferragens, ficou em R$ 2.495.697,84 (dois milhões, quatrocentos e noventa e cinco mil, seiscentos e noventa e sete reais e oitenta e quatro centavos), afora dois contratos que sofreram Termos Aditivos para aumentar os quantitativos de materiais supostamente adquiridos e valores. 
Dentre os materiais estão, por exemplo, 260 (duzentos e sessenta) milheiros de Tijolos; 2.575 (dois mil, quinhentos e setenta e cinco) Sacos de Cimento; 15 (quinze) milheiros de Telhas de Barro; 2.494 (duas mil, quatrocentas e noventa e quatro) Barras de Ferro de diversas dimensões, afora tantos outras quantidades absurdas de materiais para construções.
Os materiais supostamente adquiridos seriam suficientes para construir vários Prédios Públicos, sendo que os Tijolos dariam para construir 13.000m² (treze mil metros quadrados) de construções.
Não bastasse as grandes quantidades de materiais e ferramentas, Prefeito e Secretários foram muito mais além, ainda superfaturaram os preços dos materiais, por exemplo, o milheiro do Tijolo a R$ 916,05 (novecentos e dezesseis reais e cinco centavos) e o Saco de Cimento a R$ 42,00 (quarenta e dois reais).
Enquanto que os preços praticados à época, do Milheiro de Tijolo variava entre R$ 700,00 a R$ 750,00 e o do cimento entre R$ 33,00 e R$ 35,00.
Mas para que o Juiz que vier a decidir os pedidos iniciais na citada Ação Popular não tenha dúvidas, ao mesmo foi informado de que no ano de 2017, as obras de reformas e construções levadas a efeito pelo Prefeito Municipal e seus Secretários, os Contratos foram celebrados de forma global, ou seja, a empresa teria que fornecer todo o material e ferragens necessários para as reformas e construções.
Diante disto, foi informado ao Juiz que as quantidades absurdas de materiais para construções e ferragens que supostamente teriam sido adquiridos pelo Prefeito Raimundo Batista Santiago e seus Secretários, não poderiam ter sido utilizados nas reformas e construções de prédios públicos municipais no ano de 2017, já que os contratos para tanto já previam essas aquisições pelas empresas contratadas e estariam embutidos nos valores dos contratos.
Os contratos que acobertaram essas supostas aquisições de materiais para construções e ferragens foram integralmente pagos no exercício de 2017 e a grande maioria dos pagamentos com recursos das Secretárias Municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, cujas sequer estariam vinculadas aos Contratos para receberem os materiais.
Outra farra feita com recursos públicos pelo Prefeito Municipal e seus Secretários refere-se a supostas aquisições de gêneros alimentícios, mas este é assunto para outra Ação Popular e nova matéria. 

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES RAIMUNDO ACÉLIO DE AGUIAR TAMBÉM RESPONDERÁ A AÇÕES POPULARES 
Integrante do mesmo grupo político e ferrenho defensor do Prefeito Municipal, o Presidente da Câmara Municipal de Jacareacanga, Raimundo Acélio de Aguiar também irá responder civilmente em duas Ações Populares ajuizadas nesta data.
Uma investigará a legalidade de um “Empréstimo Consignado”, que o Presidente da Câmara celebrou com o Banco do Estado do Pará S.A.- BANPARÁ para favorecer 9 (nove) dos 11 (onze) Vereadores e ainda alguns dos servidores da Casa de Leis.
Segundo os autores das ações, foi noticiado à Justiça de que os empréstimos consignados são aqueles em que os servidores e, no caso os Vereadores pedem emprestado a um Banco e autorizam para ser descontados mensalmente em suas respectivas folhas de pagamentos.
Os autores das ações apontaram várias falhas no suposto empréstimo consignado, sendo dois deles o fato de que as folhas de pagamentos dos Vereadores dos servidores da Câmara Municipal estarem vinculadas ao Banco Brasileiro de Descontos – BRADESCO, agência de Itaituba-PA e não ao BANPARÁ, onde foi feito o empréstimo.
Informaram também que a Câmara Municipal não possui capacidade jurídica para contrair empréstimo em seu nome, para favorecer a Vereadores ou Servidores, sem que a respectiva Folha de pagamento esteja vinculada ao Banco que vier a fazer o empréstimo.
Outra informação diz respeito ao fato de que o Presidente estaria liquidando o empréstimo através de depósitos em espécie junto ao BANPARÁ, não podendo precisar se estariam sendo realizados os descontos nas folhas de pagamento dos Vereadores e Servidores. Para confirmar suas informações os autores populares juntaram os Extratos Bancários protocolados pela Câmara em suas prestações de contas do 2º e 3º quadrimestre junto ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará, além dos comprovantes de subsídios dos Vereadores, com os valores totais dos descontos realizados.
Para demonstrar a possibilidade de que o Presidente da Câmara não estaria realizando os descontos nas folhas de pagamentos dos Vereadores, os autores populares informaram ao Juízo que se descontados dos subsídios de cada Vereador que recebem R$ 7.590,00 (sete mil e quinhentos e noventa reais), os percentuais do imposto de Renda Retido na Fonte e do INSS, o saldo então supostamente descontado de cada vereador não seria suficiente para cobrir o empréstimo de forma mensal.
A segunda Ação Popular promovida contra Raimundo Acélio de Aguiar refere-se a aquisições de gêneros alimentícios de forma indiscriminada, muitos deles não se enquadrando dentre aqueles de necessidade do Poder Legislativo Municipal.
Em todas as ações foram feitos pedidos de decretações de indisponibilidades de bens dos Réus, pessoas físicas, além das quebras dos sigilos bancários e fiscais e outras medidas cautelares para assegurar que quando do julgamento final das ações, os Réus que vierem a serem condenados possam ressarcirem os valores que desviaram dos cofres públicos.
Como se viu, os esquemas para desvios do dinheiro público envolvem  recursos financeiros contingenciados da Educação, Saúde e Assistência Social, que somente podem ser utilizados para os fins a que se destinaram e, neste caso, que a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas dos Municípios também cumpram com suas obrigações constitucionais de fiscalizar. POR: DOMINGOS BORGES DA SILVA.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

JACAREACANGA: A pedido do MPPA, Justiça decreta indisponibilidade de bens de réus

RAIMUNDO ACÉLIO DE AGUIAR


Em Jacareacanga, a justiça acatou manifestação do MPPA em ação civil pública e determinou a indisponibilidade de bens de dez réus, incluindo vereadores da gestão anterior (2013/2016) do município. Os réus utilizaram recursos da Câmara Municipal de Jacareacanga, destinados para o abastecimento de veículos oficiais, para o pagamento de passagens de eleitores. O promotor de justiça Osvaldino Lima de Sousa manifestou-se na ACP e a decisão foi do juiz Marcos Paulo Sousa Campelo.

A ação foi ajuizada em dezembro de 2016 por atos improbidade administrativa. O juiz atendeu pedido de manifestação do MPPA e decretou a indisponibilidade de bens dos requeridos no valor de R$50 mil para Raimundo Acélio Aguiar, Rubigerlei Pereira da Silva e Cleiton Veríssimo Gonzaga. E de R$ 5 mil para os demais réus Raimundo Batista Santiago, Walter Azevedo Tertulino, Evanilson Pereira Rosa, Vilmar Carlos Rodrigues, Rosenildo Saw Munduruku, Elinaldo Crixi Munduruku, e Cleiton Veríssimo Gonzaga Eireli ME (pessoa jurídica). Um dos réus, Raimundo Batista Santiago, é o atual prefeito de Jacareacanga.
Arquivo

De acordo com o MPPA, os comandantes da ação criminosa eram o então vereador Raimundo Acélio de Aguiar e Rubigerlei Pereira da Silva, do setor administrativo. A ação inicial relata o uso de recursos da Câmara Municipal destinados ao abastecimento de veículos oficiais, para o pagamento de passagens de eleitores. Para abastecer os veículos oficiais, a Câmara emitia requisições de combustível que eram entregues no posto vencedor da licitação. Posteriormente o posto apresentava a nota fiscal para Câmara, que por meio de ordem bancária, creditava o dinheiro na conta do posto.

A única forma de controle do uso do combustível era por meio da requisição, que deveria vir assinada pelo funcionário da Câmara, Rubigerlei Pereira, o “Gerlei”, com o aval do vereador presidente, Raimundo Acélio de Aguiar, que algumas vezes também assinava a requisição. Os vereadores, juntamente com “Gerlei”, de forma ordenada e com divisão de tarefas, utilizavam o combustível que deveria abastecer os veículos oficiais, para custear passagens dos eleitores entre os municípios de Jacareacanga e Itaituba.

O esquema foi comprovado quando, de posse dessas informações, o MPPA, com o apoio da polícia civil, dirigiu-se até o posto fornecedor do combustível e abordou o motorista do veículo da cooperativa Buburé, que estava com diversas requisições de combustíveis, tendo como favorecidos, os réus.

Ao requerer a indisponibilidade dos bens, o promotor de justiça Osvaldino Lima alegou que o uso indevido do combustível licitado não era usado apenas para fins eleitorais, “sendo que o prejuízo foi muito além do que consta nos autos”. Segundo as investigações, no ano de 2016, o valor inicial do contrato de fornecimento de combustíveis foi de R$ 190 mil, sendo expedido decreto legislativo adicional no valor de R$ 48 mil.

A Câmara possuía duas camionetes, duas motos biz, uma van e duas voadeiras. Uma das caminhonetes ficou, aproximadamente, quatro meses quebrada, a van não foi usada no período chuvoso e as voadeiras foram usadas, em média, duas a três vezes por mês. Com base nessas informações, o MP questionou “como e onde gastaram os R$ 238 mil com combustíveis?”.

Além da indisponibilidade, a promotoria manifestou-se também pelo afastamento cautelar dos requeridos Raimundo Acélio de Aguiar e Rubigerlei Pereira da Silva pelo prazo em que pendurar a instrução probatória da Ação Civil Pública. O juiz deixou consignado que o afastamento poderá ser decretado em caso de eventual perturbação do andamento do processo, não só pelos dois réus, mas por qualquer um dos demais demandados. Texto: Lila Bemerguy - COPIADO NA INTEGRA DO SITE MPPA.
 Ilustração Blog FARO FINO

O POVO ESTÁ NO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO DE JACAREACANGA.

O povo de Jacareacanga, representado pelos cidadãos Anacleto Raimundo da Costa Madeira e Domingos Borges da Silva ajuizaram na data de hoje, Ação Popular (Processo nº 0000261-26.2018.8.14.0112) com vistas a obrigar o Prefeito Raimundo Batista Santiago a dar continuidade em curso público que ele mesmo suspendeu quando foi eleito Prefeito e que ainda exercia o cargo de Vereador. 
Segundo a ação o Prefeito Raimundo Santiago teria feito isto para puder honrar seus compromissos de campanha, dentre eles contratar ilegalmente seus parentes e parentes de seus Secretários, sem concurso público. 
Os autores informaram ao Juiz que Raimundinho teria se utilizado de Ação Popular  de forma ilegal, para suspender o concurso afim de depois que assumisse o cargo de Prefeito pudesse contratar centenas de servidores temporários para assim manter o seu reduto eleitoreiro as custas do dinheiro do contribuinte.
O concurso abriria 305 (trezentas e cinco) vagas para cargos efetivos, mas logo que assumira o governo, Raimundo Batista Santiago contratou exatos 852 (oitocentos e cinquenta e dois) funcionários temporários, inclusive parentes, sem realizar o concurso. 
As alegações de Raimundinho na ação popular que ajuizou para anular o concurso seria as de que o Município de Jacareacanga, através do ex-prefeito Raulien Oliveira de Queiroz não teria feito o estudo de impacto financeiro que as novas contratações provocariam e nem quais seriam as fontes de recursos que iriam suportar as novas contratações.
Na nova Ação Popular os autores, Sr. Madeira e Domingos Borges informam ao Juiz que os novos contratados por Raimundinho, diante da suspensão do concurso público por ele mesmo, criou um impacto financeiro de R$ 2.354.230,42 (dois milhões, trezentos e cinquenta e quatro mil, duzentos e trinta reais e quarenta e dois centavos), na folha de pagamento do Município.
Informam ainda que as evoluções da arrecadação municipal especialmente com os recolhimentos de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN e pagamentos de Royalties pelas Hidrelétricas Teles Pires e São Manoel, além dos valores orçamentários assegurariam as contratações dos concursados.
Outra informação levada para a Justiça na nova Ação Popular é a de que se não houvesse recursos financeiros para custear os pagamentos dos novos servidores submetidos a concurso público, Raimundinho não teria como ter contratado ilegalmente, sem concurso público, 852 (oitocentos e cinquenta e dois) funcionários temporários, ou seja, quase o triplo da quantidade de servidores que seriam admitidos através do concurso. 
Para os autores da nova Ação Popular, Raimundo Batista Santiago e os advogados que ajuizaram a ação popular para anular o concurso público, enganaram a Justiça e obtiveram uma liminar que suspendeu o concurso, em prejuízo do próprio Município e de centenas de candidatos inscritos e por isto devem ser considerados litigantes de má-fé, afora ato atentatório à dignidade da Justiça.
Para os autores da nova Ação Popular que visa obrigar o Prefeito Raimundinho a realizar o concurso público e anular as contratações ilegais de servidores temporários, a realização do concurso se sobressai a quaisquer erros materiais na condução do processo do concurso, os quais poderiam ser corrigidos sem intervenção judicial e diante do fato de que a exigência de admissão ao serviço público mediante concurso é mandamento constitucional.
Na ação os autores pedem que Juiz conceda medida liminar para determinar que o Prefeito Raimundinho promova imediatamente a realização do concurso, inclusive sob pena de multa diária que solicitaram seja fixada no valor de R$ 100,00 (cem reais) por cada servidor contratado ilegalmente sem concurso público, para o caso descumprimento da medida concedida.
Essa multa, se fixada será paga pelo Prefeito que foi quem ilegalmente deu causa às contratações ilegais e, até que seja realizado o concurso público os funcionários contratados ilegalmente permanecerão nos cargos ou até o julgamento da nova Ação Popular.
Depois de levado o processo para o Juiz este terá 15 (quinze) dias para examinar o pedido de liminar e, se for o caso, julgar prejudicada a ação popular ajuizada pelo Prefeito Raimundo Batista Santiago em prejuízo do próprio Município de Jacareacanga.
Segundo os autores populares, a gestão municipal vai ser conduzida para adotar os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, custe o que custar. POR: DOMINGOS BORGES DA SILVA